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Postagens

O HOMEM ESTÁ NO CHÃO

Eu vejo o céu cortado por uma nuvem que se chama ódio.
Misseis de intolerância bombardeiam a esperança do meu coração.
O homem está no chão! O homem está no chão!
Eu vejo a criança perder a alma, envenenada pelas bombas de desamor.
O ar pintado de horror, não há quem para eles estenda a mão.
O homem está no chão! O homem está no chão!
Eu vejo a morte pedindo passagem para levar aqueles de lá.
O cosmos se tornou caos na aquarela do humano de então.
O homem está no chão! O homem está no chão!

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ESTAMOS VOLTANDO

Saudações aos leitores!

Após mais de um ano sem nenhuma publicação, decidi por voltar a publicar e compor meus poemas. Na verdade, compor não é uma coisa que seja possível decidir. Para mim, pelo menos, simplesmente acontece. O vida vira poesia quando sente que é pra ser. Não tem hora, nem lugar, é quando é. Sinto que preciso voltar.

Hoje, após ler sobre os misseis lançados pelos EUA sobre a Síria, a poesia me fez compor. Toda vez que vejo o ódio poluir a atmosfera terrestre, não tenho outra coisa a dizer senão que "O Homem está no chão". Na postagem seguinte, deixarei o poema.

Abraços. E até as próximas postagens.

AQUIS E AGORAS

E hoje é dia do poeta... Se o sou, não sei dizer. Nem saberei um dia, talvez... Todavia, aí está um poema, de hoje mesmo. Faz muito tempo que não posto nada. Quem sabe esse não é o recomeço.




Vem pra cá!
deixe de lado o lá.
Seja comigo aqui!
Se meu aqui é diferente do teu
E teu agora não é o meu agora
Saibas que ao teu querer
Nossos "aquis" e "agoras" podem
ocupar uma dimensão só.

HUMANO

Quem és tu, humano
que não enxergas teu "hermano"
que desaprendeu de sorrir?
Quem és tu, humano
que desprezas o teu "mano"
que se encaminha pro devir?
Qual será a tua sorte,
se nem a do outro morte
és capaz de impedir?
Qual será a tua sorte,
se nem ao menos a um norte
és capaz de conduzir?
Por que não te vês caído
moribundo e abatido
na pele do teu irmão?
Por que não te vês perdido
sem pátria e desassistido
naquele que não tem pão?

O GRANDE SIM

Em minha vida sem você...
Se chamaria tédio todos os dias,
Não saberia o que é alegria,
Seria tudo tão ruim.
Eu andaria errante,
sempre um viandante,
procurando um pedaço de mim...
Aí eu te encontrei,
e pra sempre te amarei,
será você meu grande SIM!

CIDADES DE PAPEL (PAPER TOWNS)

E aí, pessoas? O texto de hoje é pra falar sobre um livro que eu gosto bastante e que virou filme, lançado no último dia 09 deste mês. O livro se chama "Cidades de Papel", de autoria do "João Verde" (tradução livre, haha). Já faz um tempo que eu tenho um tesão pelos livros que ele escreve. E não, não é o "A Culpa é das estrelas", o meu preferido. O que eu mais curto mesmo é "O Teorema Katherine", por uns motivos que ficarão em "off" no momento. 
Depois de ler sobre Hazel e Gus, eu fiquei meio viciado na escrita do Green, aí já fui logo comprando todos os outros dele que fui encontrando: Colin, Hassan, Q., Margot, Will's,  e o trio da neve começaram então a fazer parte da minha vida. Bom, estou prestes a completar um ano da leitura de Paper Towns. 
Após a leitura, fiquei ansioso pelo filme (depois que fiquei sabendo do filme, claro). E contando os dias, com a Lindsey (que é minha namorada, mas o nome dela não é esse, eu a chamo assim …

Ei-los de mãos frouxas
De duas léguas me espreitam
Não dão cor numa lavoura
Como querer que algo sustenham?

É rude por demais a tirania
de ver-se num todo ser só
Mas sozinho é obstinada mania
Que nunca é laço, nem muito menos nó.

Não há celebração que se celebre
Nem duas almas pra num corpo habitar
Há só uma marcha triste e fúnebre
De fazer um olho e outro inundar.

Mas não há mal que o amor não repare
Mesmo na mais desatinada procela
Acalma dentro de nós indômitos mares
Arqueia a solidão que é fera.